segunda-feira, 8 de abril de 2013

Da paisagem que somos # 2


Adoro esta propriedade da minha família de seu nome Chão do Bispo. Este terreno, dividido em socalcos, foi palco de muitas brincadeiras na infância. Correr livremente, tropeçar, imaginar ser várias personagens e todas serem possíveis. As rãs a coaxarem e a mergulharem no tanque natural, a água do ribeiro a amaciar a aspereza da pedra, a fruta a aguardar mãos famintas, o cheiro indomesticável da vegetação. A figueira que se ajoelha perante o tempo. 
Vou lá raras, mas preciosas vezes. Vou ao encontro da paz e da memória.

3 comentários:

  1. A origem das memórias . Gostei. Tens ideia da origem do nome tão fora do comum " Chão do Bispo"? Alguma relação com um lenda eclesiástica? Beijinhos e continua com o teu sempre excelente trabalho.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Luísa, suponho que a designação "Chão do Bispo" esteja ligada ao facto de ter existido ali bem perto um convento de freiras bernardas de S. João de Vale de Madeiros - convento esse que foi extinto em 1560. Beijinho


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