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Cuidar(mo-nos), precisa-se

A velhice é um espelho que nos coloca no devido lugar. O lugar da finitude, da humildade. Perante a velhice todos nos tornamos velhos, ainda que jovens. No nosso íntimo sabemo-nos, como diria Fernando Pessoa, “cadáveres adiados que procriam”. E isto não é conversa deprimente. Isto é o que somos, seremos.
Por estes dias tem-se falado na questão do envelhecimento e de quem cuida dos mais velhos, a propósito das propostas – chumbadas pela maioria parlamentar - dos deputados do CDS-PP e do PAN para criminalizar o abandono de idosos em hospitais e noutras unidades de saúde. Como bem lembra a minha antiga professora Felisbela Lopes, num artigo de opinião publicado no JN, criminalizar o abandono dos mais velhos não se afigura como a melhor solução, uma vez que “estamos perante um problema, acima de tudo, social e não do campo da justiça”. É preciso melhor Estado Social, é preciso também que, individualmente, cuidemos mais uns dos outros.
Haverá quem abandone os seus idosos, entregando-os à vid…

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